quinta-feira, 27 de março de 2014

Defeitos tecnológicos?

Nossa... faz tempo que não apareço, não é? Pois é. Tempo, disposição, vontade. Cada hora é uma coisa que me impede. Mas de tudo o que eu realizo hoje em dia, o blog é a única coisa que eu faço só quando eu quero e pronto. Combinados? Pois hoje, depois dos vários e diversos temas que me passaram pela cabeça, resolvi falar do meu assunto preferido. Eu mesma. E agora, mais particularmente, de alguns defeitos. Desculpem, não tenho tempo, disposição muito menos vontade de falar sobre todos esses defeitos, já que esta seria missão impossível. Nem eu mesma conheço sua amplitude. Que dirá, escrever sobre eles.

Serei mais direta em falar sobre algumas digamos, limitações, que essa minha cabecinha privilegiada (em relação à minha inteligência acima da média, é claro) me impôs, nesta vida. Limitações que me impedem, por exemplo, de usar, em toda a sua plenitude, serviços e facilidades que hoje são os mais corriqueiros, como: caixas eletrônicos, internet banking, o meu IPhone, controles remotos, ou seja, recursos tecnológicos em geral. Pois preciso mesmo de assessoria técnica especializada para algumas dessas tarefas do dia a dia. Nem que seja a ajuda do meu estagiário de 21 anos que sabe fazer tudo isso desde sempre, como se nunca tivesse precisado de uma aula sequer.

Eu, ao contrário, só vim usar um computador no finalzinho da faculdade (eu já tinha uns 20 anos). Só fui teclar em celular (um tijolo da Gradiente que mais parecia um telefone sem fio) quando comecei a trabalhar e a ganhar meu próprio dinheiro. O que hoje chamam de TCC (trabalho de conclusão de curso) na minha época se chamava projeto experimental. Escrevi o meu em uma velha máquina de escrever portátil que minha mãe me deu há uns mil anos. Nem sei que fim levou a bichinha da máquina. Queria tê-la guardado... Todo final de semana, ia para a casa do amigo Edson para transcrever o texto para o computador para ele depois diagramar. Um processo de envolveu dedicação e muita paciência de ambas as partes.

Sobre caixas eletrônicos e internet bankings tenho minhas ressalvas, pois lidar com máquinas e com dinheiro ao mesmo tempo me traz uma ansiedade que não me faz bem à saúde. Principalmente, a financeira, se eu fizer alguma besteira. A insegurança me impede de ser mais ousada do que simplesmente retirar algumas notas de reais dessas máquinas assustadoras. O IPhone é uma Ferrari na mão de uma pessoa que só sabe dirigir fusquinha. Essa é mais ou menos a relação que faço entre o meu lindo celular (que o maridão me deu de presente) e a minha pessoa. Não tenho mais do que uns três aplicativos ativos no aparelho, bem bestas mesmo. E para finalizar, já escrevi um texto todo dedicado ao meu problema com controles remotos. Não vamos tocar neste assunto delicado hoje... please.

Pois é, hoje quis falar sobre minhas dificuldades tecnológicas. Considero-me quase uma analfabeta funcional digitalmente falando. E aí vou levando meu cotidiano com essas limitações mesmo, com esse defeito horroroso aos olhos de tantos, principalmente dos mais jovens que acham inconcebível eu não saber subir um link na internet (o quê?). No fundo, eu não estou "nem aí", como se diz. O que importa é resolver as coisas, confere? Pois eu nunca deixei de pagar uma conta, nunca deixei de falar ou resolver nada por conta de um celular, e ainda alcancei nota quase máxima no meu trabalho de conclusão da faculdade (praticamente escrevi uma tese de mestrado, segundo meus orientadores). Agora, ficar sem ligar a TV, eu já fiquei... admito... Os famigerados controles remotos! Que ódio! Mas nessas horas eu apelo, com jeitinho, para o maridão para me socorrer. Só um detalhe, ele é técnico de informática (risos). Casei bem, né?!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Florbela, a mais bela.

Hoje, para vocês, nesta sexta-feira de sol e de reflexões, um dos meus poemas preferidos, da minha preferida, Florbela Espanca. Bem a minha cara...

EuEu sou a que no mundo anda perdida, 
Eu sou a que na vida não tem norte, 
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte 
Sou a crucificada ... a dolorida ... 

Sombra de névoa ténue e esvaecida, 
E que o destino amargo, triste e forte, 
Impele brutalmente para a morte! 
Alma de luto sempre incompreendida! ... 

Sou aquela que passa e ninguém vê ... 
Sou a que chamam triste sem o ser ... 
Sou a que chora sem saber porquê ... 

Sou talvez a visão que Alguém sonhou, 
Alguém que veio ao mundo pra me ver 
E que nunca na vida me encontrou!
Florbela Espanca, "Livro de Mágoas" 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Vingança

Era um amanhecer como outro qualquer, parecia mais madrugada, mais escuro, mais tenso do que deveria. Olhos na penumbra me chamaram a atenção caminhando de mansinho em cima do telhado vizinho. Eu e meu marido estávamos no alpendre da casa, observando o quintal e esse movimento estranho. Lobos. Um casal de lobos. Olhos amarelos e pelos cinzentos. Sem cerimônia, sob nossos olhos, resolveram atacar as galinhas no quintal. Houve agitação e tentamos assustá-los. Mas sem resultado. Eles atacaram. Meu marido logo estava armado de arco e flecha ameaçando os animais. Mas que animais? Eram ciganos. Transformaram-se em ciganos? E o homem tinha agora também um arco. E também uma flecha. Longos e mortíferos. Os homens se enfrentaram. Um querendo roubar. O outro tentando proteger a casa, a família.

Eu fiquei onde estava, atônita com a situação que se desenrolava tão rápida, tão perigosa. Depois de gritos e de ameaças, o lobo/cigano dispara sua arma. O olho. A cabeça. Do meu marido. Do amor. Não mais estavam ali. De rosto virado ao chão, seu corpo jazia inerte. Meu grito foi imediato, longo e inútil. Inútil como a arma do meu marido, caída ao seu lado. Tão morto e perdido para mim, para nossa filha. Ela estava na casa. Segura. Sei pai. E agora sem mãe, pois eu corri para vingar meu marido, para matar aqueles desgraçados que haviam acabado com as nossas vidas. Sem chance de alcançá-los... Corri. E na rua, ainda na porta de casa, portões escancarados. Vi sua fuga. Impotente e sentindo todo o medo e toda a tristeza do mundo em mim.

Mas meu coração estava vendido, entregue ao ódio já neste instante. E a louca de preto que apareceu quase que voando em sua carruagem dos infernos passou diante de mim naquela hora. Acho que era o espírito da maldade, do ódio. E ela me conquistou. Levou-me em seus braços e me deu o poder de ser ruim e de fazer o mal. Eu já não sabia quem eu era, apenas o desejo de vingança cega me levava adiante. O sentimento de ódio doída de tão forte no meu peito. Assim me afastei para sempre da minha casa, do meu amor, da minha filha. Agora tudo eram lembranças confusas e meu pensamento estava voltado para achar os ciganos, os lobos. Matar e exterminá-los do mundo. Essa era a minha missão e a minha motivação.

Nada me faria mudar de ideia. Estava endurecida nesse ciclo vicioso de alcançar e machucar. Como eu havia sido machucada, aviltada e derrotada. Assim eu iria proceder, para sempre. E logo eu usava as vestes negras da loucura, rezando para encontrar os ciganos, pedindo forças aos mais baixos poderes de um submundo que se abria para mim e que me acolhia como uma filha renegada. Eu pedi flores, rosas. Vermelhas. Como sangue. Para me enfeitar na minha jornada. 

E rosas estavam nas minhas mãos quando eu aprisionei e levei na coleira aquela criança cigana. Ou seria um monstro? A mim, parecia um monstro disforme que merecia punição. Merecia sofrer como meu marido, morrer como ele. Sem rosto, sem adeus. E eu me vi. Também um monstro de maldade que se deixou levar pelo ódio, pela vingança, pela dor. Quero lembrar mais, viver mais, mas a memória agora me deixou sem um fim para minha jornada. Deixou-me sem perdão e sem sanidade alguma.

Taciana Antunes

21/01/2014

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Tchau 2013.

E vamos nos despedindo deste ano de 2013 com fé de que o próximo seja melhor ainda. Não gosto de pensar no que não fiz ou no que não deu certo. Prefiro encarar as coisas com um pouco mais de otimismo, contrariando minha natural tendência ao pessimismo (afinal, sou libriana com ascendente em Peixes, lembram?). Então vou pensar e levar para 2014 as boas lembranças deste ano que está findando. Levar as alegrias e as lições que 2013 me trouxe. Lendo hoje as previsões astrais para os próximos dias, o conselho que me foi reservado: Pra que se desgastar? Sente-se e aguarde o momento propício.

Como para bom entendedor meia palavra basta, já compreendi o recado. Difícil é manter a calma, a serenidade de espírito nestes dias que correm. Os ciclos que se completam e que se fecham trazem, muitas vezes, decisões complicadas se de serem tomadas. Então, enquanto não é algo real, para valer mesmo, é melhor aquietar a mente e silenciar minha alma, me fazendo de surda para as minhas costumeiras ansiedades. Ou seja, esperar sem ociosidade, mas com a persistência dos firmes e fortes em alcançar o objetivo.

O projeto para 2014 está se moldando na minha cabeça, pois tenho sido feliz nos últimos dois anos, nos quais me propus algumas metas bem específicas e dentro da minha realidade. Em 2012, voltei para a uto-escola e retomei o volante depois de 10 anos sem dirigir... ainda é difícil, sofrido, mas encaro e convivo com esse medo sem mais deixá-lo me dominar como antes. Em 2013, realizei um velho sonho, a viagem que sempre quis fazer, conhecer um pedacinho da Europa e a amada Paris dos meus devaneios deste sempre. E na melhor das companhias, claro. Amotu, meu Feio. Hoje e sempre.

Ainda não vou revelar o que estou projetando para o ano que se inicia amanhã pois esse passo vai depender de várias outras resoluções e definições. Mas 2014 é um ano que promete muita coisa boa, meu pensamento está direcionado para isso. E como já aprendi que, mesmo medrosa, eu consigo ser efetiva e eficiente, então que assim seja. E a Lilu seja vivendo um dia de cada vez. Kisses para todos meus seguidores, amigos, amigas e amores que tenho nesta vida. Que o seu 2014 seja cheio de excelentes realizações.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal da Lilu!

Todos os presentes comprados, tudo organizado para as festas... mais ou menos, não é? A essa altura, o que não resolvi não resolvo mais antes do Natal (que já é amanhã). A Lilu está meio irritada hoje (coisas de mulher de TPM, sorry), mas ela adora essa época do ano, com tanta energia boa no ar, promessas de presentes, de festas, de confraternizações. Promessas, principalmente, de reflexão e de renovação. Afinal, tudo no mundo tem seu ciclo de vida, de existência, de crescimento e de amadurecimento bem como o ano que está indo embora. Sinto que neste ano de 2013 a Lilu amadureceu um pouco mais, que bom... espero que as demais pessoas possam perceber isso.

Muitas situações novas se apresentaram para mim neste ano que passou (saindo agora da primeira pessoa e falando da Taciana aqui). Situações que testaram se realmente estou no caminho do crescimento e do amadurecimento como pessoa, como mãe, como filha, como esposa. Um ano que vai ficar na história da minha vida e da minha família. Uma família que vem vivendo perdas nestes últimos tempos... Como minha avó que se foi há um ano para o plano espiritual, depois de uma longa e completa vida neste mundo, deixando filhos, netos e bisnetos para lembrarem e rezarem por ela. Meu filhote peludo que também se foi e que vai morar no meu coração para sempre. Ontem sonhei com ele... que ele estava vivo... espero que esteja sim, vivo neste ou em outro mundo, seguindo seu próprio crescimento e sua própria evolução.

Outras situações, entretanto, nos trouxeram ganhos. Não para substituir as perdas, mas para mostrar que a vida continua e se renova. Conhecemos outras pessoas que se tornaram amigas, minha babá teve um bebê que será meu afilhado! Meu marido reencontrou o filho que não via a tantos anos. Meu irmão encontrou um novo amor! Estou feliz demais pelos dois. São encontros e reencontros que nos fazem sentir que a vida ainda tem sentido, ainda tem um pra quê e um por quê. Estou sentimental demais? Coisas que o Natal e a TPM fazem comigo. É assim mesmo. Espero que o Natal de todos seja de muita paz e renovação. Cada um com as suas crenças, perspectivas e expectativas para um 2014 com mais novidades, com mais trabalho, mais aprendizado e crescimento para todos nós. Kisses com sabor de panetone de chocolate para todos!!!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Lilu Noel em ação.

Pois todo ano juro de pé junto que não vou comprar presente para tudo quanto é ser humano (ou não) que esteja no meu convívio diário. E todo ano quebro essa promessa fuleira. Pois gosto mesmo de dar presentes, nem que sejam apenas lembrancinhas. Imagina se eu fosse endinheirada, hein?! Ia ser cada presentão! Adoro o ritual de fazer as contas para saber quanto poderei investir, o que irei escolher, quem vai ganhar o mimo... Coisas de quem adora agradar e, principalmente, ver o outro feliz. Neste últimos dois dias, a Lilu Noel entrou em ação e já garantiu um saco cheio de presentinhos para a família e para os amigos mais chegados.

Além das compras, esses são tempos de muita festa (literalmente). Tantas confraternizações e compromissos que, tantas vezes, nem conseguimos dar conta de tudo. O final de semana acaba mais agitado do que dia útil com tanta coisa para fazer, resolver. E agora, além da minha agenda e a do maridão, também tenho que dar vencimento na vida social da baby que vem se apresentando bastante intensa. Aproveitando agora o intervalo do almoço vou conferir novamente minha listinha de presentados para ver se ninguém ficou de fora. Afinal, a Lilu Noel não pode dar mancada. Kisses para todos! E vão logo fazer suas comprinhas, pois shoppings já estão um inferno natalino.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Horóscopo da Lilu.

Meu horóscopo hoje está "tirando onda" com a minha cara, só pode ser... Quem escreve essas coisas deve viver em outro planeta mesmo. Confiram:

Evite ficar muito tempo parado, em lugares fechados ou envolvido em tarefas repetitivas. A Lua segue em Áries, enquanto Marte segue em seu signo: tanta energia deve ser gasta com movimento, passeios e atividade física. Surpreenda a todos com seu belo sorriso e seu carinho. Ao agir assim, poderá evitar situações tensas. Mesmo se falar com sinceridade.

Já imaginou se todo mundo lesse essas coisas e seguisse à risca esses "conselhos e previsões"? Nenhum libriano ou libriana iriam trabalhar nesta quarta-feira de dezembro. O sol lá fora só inspira pensamentos subversivos de praia e cerveja. Mas, quando se nasce libriana e caxias como eu, nem em pensamento eu consigo ser subversiva. E vou ficar por aqui mesmo, sentadinha, refugiada no ar-condicionado (já disse que essa foi a maior invenção do homem na minha modesta opinião?), trabalhando e sendo bem comportadinha como só eu mesma. E que esses horóscopos me perdoem... pois a realidade é bem outra.