Hoje eu quero contar uma história verídica para vocês, meus fiéis leitores. Um causo que envolveu a minha filha e que aconteceu quando ela tinha cerca de dois anos. Era um dia qualquer. Naquela época meu marido viajava muito a trabalho. Acho, inclusive, que ele não estava na cidade na ocasião. Realmente, não lembro. Era um final de manhã e me liga minha mãe, muito calma, para contar uma inusitada história. Durante a narrativa detalhada, alternaram-se lágrimas e risadas, no conflito de emoções trazidas pelo medo do que poderia ter acontecido e pelo alívio de que tudo acabara bem.
Minha mãe me conta que a babá estava dando banho na pirralhada quando se deu conta da falta da toalha. Resolve ir buscá-la no quarto e deixa a pequena sozinha no chuveiro. Um descuido que parecia inofensivo e que causou uma série de transtornos naquela manhã. A baby resolveu que não ficaria esperando a babá quieta, saiu do chuveiro e fechou a porta do banheiro. Detalhe: fechou mesmo, passou o ferrolho (nessa época ainda tinha um ferrolho na porta deste banheiro. Depois daquele, eu mandei retirar). Claro que a filhota não conseguiu depois abrir a porta. Ficou nervosa, era muito pirralha e não entendia nada do que minha mãe e a babá falavam através da porta, tentando orientá-la a abrir o ferrolho. Ah! E o chuveiro estava ligado... só para informar. Ela poderia ter caído, se machucado seriamente. Presa e sem atendimento imediato!... Nem quero pensar de novo no perigo que passou...
Agora, imaginem a cena: duas senhoras gritando (minha mãe) e chorando (a babá) do lado de fora de um banheiro, enquanto uma menina de dois anos grita e chora do lado de dentro. Resultado: caos e muito barulho. Minha mãe teve mais presença de espírito e resolveu gritar pelo zelador do nosso prédio, um senhor de idade. Morávamos no primeiro andar e, como o prédio é antigo, a janela do banheiro é dessas grandes, espaçosas. Minha mãe teve a ideia de que o zelador poderia subir em uma escada e entrar pela janela... Bem, duas coisas a se resolverem aqui: uma escada e um zelador apto a subir nela. Pois não seria nosso bom velhinho "seu" Cinésio...
Mais uma vez iluminada, Mamy lembra que no prédio ao lado do nosso está sendo realizada uma obra. Ela resolve então: "Seu Cinésio, por favor, vá na obra aí do lado e veja se tem uma escada para alguém entrar no banheiro pela janela!" Enquanto isso, minha providencial mãe liga para a síndica do prédio em que, um ano antes, nós morávamos e que fica distante cerca de um quarteirão. "Conceição! Agatha está presa no banheiro! Pede para Sérgio vir aqui correndo!" Explico: Sérgio é o zelador do nosso antigo prédio. Conceição nem explica nada e manda Sérgio ir correndo. O danado sai desabalado pela rua, rezando para não passar nenhuma polícia. Pois do jeito que ele estava correndo pelo meio da rua, de chinelo, bermuda e cabelo arrepiado, só podia ser ladrão. Daqui que ele explicasse o que estava acontecendo, já estaria preso!
E chega Sérgio esbaforido lá em casa. Mamy e a babá já desesperadas. "Seu" Cinésio a postos com a escada e mais uns dois marmanjos da obra a carregá-la. "Onde a gente coloca a escada?" Em duas palavras Mamy explica a situação e lá vai Sérgio, magro graças a Deus, subindo a escada e entrando que nem gatuno no banheiro de dona Socorro. Rezando de novo para que nenhum vizinho esteja vendo e chamando os "homi", achando que é assalto. Ligeiro, ele desliga o chuveiro e abre a porta para uma Agatha pelada e roxa de tanto chorar sair correndo do banheiro para os braços das duas aliviadas senhoras. E Sérgio fica por ali, encabulado, morrendo de medo do cão Sebastian que latia feito um condenado, assutado com aquele cara que ia saindo do banheiro sem ter entrado! É... Sérgio tem medo de cachorro... até mesmo de Sebastian que era o cão mais doce do mundo.
Passado um pouco o susto, minha mãe e a babá agradecem demais a Sérgio, "seu" Cinésio, aos caras da obra que pegam a escada e voltam ao trabalho. A baby enrolada na toalha, começa a se acalmar. Já já ela nem lembra mais o que aconteceu. Tudo isso se deu em um intervalo de uma hora, mais ou menos. Uma eternidade para as duas senhoras e para a pequena presa no banheiro. E minha mãe me conta tudo ao telefone, ansiosa por dizer tudinho, para dividir comigo a preocupação e a solução. E Sérgio virou o herói de Agatha. O salvador de sorriso tímido que resgatou a baby e devolveu a tranquilidade para nossos corações. Até hoje, seis anos depois, ele ainda trabalha como zelador no nosso antigo prédio. Passo por lá todos os dias, no caminho para o trabalho e, sempre que esbarro nele, me lembro dessa história e agradeço, no íntimo, por tudo ter acabado bem.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Padrinhos e Madrinhas da Educação
O Lar de Clara está promovendo uma campanha para incentivar o apadrinhamento da educação. Confiram o cartaz abaixo e, se puderem, divulguem e participem. Kisses da Lilu.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Ingressos a venda para o Pazear 2013
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Cuidado com o que você come!
Esse conselho é super válido para praticamente qualquer pessoa hoje em dia. Comer fora de casa, nas mais variadas situações, é uma prática mais do que comum nos dias que correm. Para ajudar a alertar o público em geral, uma interessante campanha está circulando nos ônibus da Região Metropolitana do Recife. A Lilu, como assídua usurária do transporte público urbano recifense, deparou-se com um dos cartazes e logo fotografou para mostrar aos seus seguidores, pois o assunto é sério e merece nossa atenção diária.
A campanha é uma iniciativa do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN): http://www.cfn.org.br e do Conselho Regional de Nutricionistas 6ª Região (CRN): http://www.crn6.com.br
Ambos os sites são bem interessantes, trazendo banners da campanha e informações esse tema e outros relacionados a nutricionismo.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Cappuccino do Lula.
Nesta sexta-feira, trago para meus queridos leitores um receita danada de BB (boa e barata) que se descobre em um ótimo resultado ao paladar. A receita é do Lula, nosso querido Luiz Alexandre, já citado pela Lilu no Facebook como o responsável pelo melhor café das agências de publicidade do Norte e Nordeste. Sem mais delongas, temos para você aqui um Cappuccino que vale a pena ser testado pelos bons bebedores de café. A Lilu já experimentou e aprovou.
1 pacote de café solúvel
1 pacote de leite em pó (desnatado ou integral, fica a gosto do freguês)
3 colheres pequenas de canela
1 colher pequena de bicarbonato de sódio
Podem confiar e aproveitar! Bom final de semana para vocês. Kisses da Lilu para todos e todas.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Arte e Tecnologia no Centro Cultural Correios.
Muito por acaso, esbarramos sábado passado no evento que lhes recomendo para este próximo final de semana. Um passeio ao Recife Antigo pode ser bastante proveitoso para quem gosta de arte e de tecnologia, não necessariamente nesta ordem de preferência. Trata-se do Continuum - IV Festival de Arte e Tecnologia do Recife. Lá você pode criar uma cidade virtual, conhecer novos aplicativos ou, simplesmente, jogar video game. Confiram o panfleto abaixo que divulga o evento. A Lilu recomenda!
terça-feira, 16 de julho de 2013
Saudades da Lilu.
Nos últimos meses muita coisa aconteceu ao mesmo tempo em que nada mudou. Não de verdade. Tivemos Copa das Confederações. Não fui a nenhum jogo na Arena, ainda acho que o esforço não vale a pena. Tivemos manifestações pelo País. Também não fui para a rua. Protestei de longe mesmo, preservando minha integridade física e intelectual. Afinal tudo parecia mais um Carnaval fora de época... E já tive meus dias de "cara pintada" nos idos de 1992, quando tudo e qualquer coisa era motivo para festa, para farra, para a cerveja ou o vinho Carreteiro (ruimmmm) e claro, motivo para se manifestar. Naqueles dias era o que mais fazíamos, nos manifestar, entre o CAC (Centro de Artes e Comunicação da UFPE) e as boates do centro da cidade, quase sempre fora de órbita ou em meio a uma sobriedade duvidosa.
E aí nestes últimos meses eu fui mais é cuidar da minha vida mesmo, criar a menina, dar atenção ao marido, ficar de olho na mãe e viver um dia após o outro. Cada um com suas urgências e prioridades. Pois nessa existência é o que mais existe para se resolver: urgências e prioridades em cada esquina e em todo o lugar. Cuidei mesmo de arrumar meu RPG (calma, não virei jogadora, não). Afinal, minha coluna já estava pedindo baixa. Não dá para se acostumar com dor o tempo todo. E agora a danada da vertebral está ótima com a brincadeira do "estica e puxa" de toda segunda e quarta-feira. Bendito RPG.
E chegaram as férias de julho e eu estou trabalhando. A baby que se segure com os passeios de final de semana mesmo... Minha férias ficaram para depois e os jobs estão bombando na agência. É cliente novo, equipe nova, e a mesma velha Taci aqui para dar conta de tudo e de todos. E neste ínterim, a Lilu ficou um pouco de escanteio... Ficou mesmo. Pobres e fiéis leitores e seguidores abandonados... Se perguntaram se eu estava viva? A maioria me conhece e sabe que o que faltou mesmo foi tempo para por aqui aparecer. E, quando cabia uma beirinha de meia hora para escrever, faltou o que dizer. Ou melhor, tinha tanta coisa para falar e teclar que travei...
É, meus caros, isso acontece. Tenho meus períodos de reclusão literária em que não me arrisco à escrita. E me retiro ao exercício e ao prazer contemplativo e passivo da leitura. E foi o que fiz. E estou lendo um bocado de coisa boa e lhes recomendo. Mas isso vou deixar para o próximo post. Não vou prometer que será em breve, pois aqui só me comprometo com a minha própria satisfação como escritora. Nada de regras, de periodicidade (não sou jornal nem revista, sorry), nada de cobranças. Afinal, de cobranças bastam as minhas comigo mesma! Só digo uma coisa: eu volto.
E aí nestes últimos meses eu fui mais é cuidar da minha vida mesmo, criar a menina, dar atenção ao marido, ficar de olho na mãe e viver um dia após o outro. Cada um com suas urgências e prioridades. Pois nessa existência é o que mais existe para se resolver: urgências e prioridades em cada esquina e em todo o lugar. Cuidei mesmo de arrumar meu RPG (calma, não virei jogadora, não). Afinal, minha coluna já estava pedindo baixa. Não dá para se acostumar com dor o tempo todo. E agora a danada da vertebral está ótima com a brincadeira do "estica e puxa" de toda segunda e quarta-feira. Bendito RPG.
E chegaram as férias de julho e eu estou trabalhando. A baby que se segure com os passeios de final de semana mesmo... Minha férias ficaram para depois e os jobs estão bombando na agência. É cliente novo, equipe nova, e a mesma velha Taci aqui para dar conta de tudo e de todos. E neste ínterim, a Lilu ficou um pouco de escanteio... Ficou mesmo. Pobres e fiéis leitores e seguidores abandonados... Se perguntaram se eu estava viva? A maioria me conhece e sabe que o que faltou mesmo foi tempo para por aqui aparecer. E, quando cabia uma beirinha de meia hora para escrever, faltou o que dizer. Ou melhor, tinha tanta coisa para falar e teclar que travei...
É, meus caros, isso acontece. Tenho meus períodos de reclusão literária em que não me arrisco à escrita. E me retiro ao exercício e ao prazer contemplativo e passivo da leitura. E foi o que fiz. E estou lendo um bocado de coisa boa e lhes recomendo. Mas isso vou deixar para o próximo post. Não vou prometer que será em breve, pois aqui só me comprometo com a minha própria satisfação como escritora. Nada de regras, de periodicidade (não sou jornal nem revista, sorry), nada de cobranças. Afinal, de cobranças bastam as minhas comigo mesma! Só digo uma coisa: eu volto.
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